O medicamento Mounjaro, voltado para o tratamento de diabetes e obesidade, atingiu a marca de 3 milhões de usuários no Brasil em seu primeiro ano de comercialização. Desde sua chegada ao mercado nacional, em maio de 2025, o remédio gerou R$ 13,54 bilhões em vendas, superando as expectativas iniciais da fabricante Eli Lilly e alterando o cenário competitivo do setor farmacêutico no país.
A tirzepatida, princípio ativo do medicamento, consolidou-se como líder na categoria de agonistas de GLP-1, superando concorrentes já estabelecidos no segmento das chamadas “canetas emagrecedoras”. A alta demanda inicial superou a capacidade de entrega da empresa na época do lançamento, o que levou a farmacêutica a reorganizar sua cadeia produtiva com fábricas operando 24 horas por dia para normalizar a disponibilidade de todas as dosagens, de 2,5 mg a 15 mg.
O desempenho expressivo no Brasil transformou a relevância da operação local para a companhia americana, que hoje integra o grupo das dez maiores subsidiárias da marca globalmente. Segundo Felipe Berigo, diretor-executivo da unidade de Cardiometabolismo da Eli Lilly no Brasil, a previsão é de que a receita da operação brasileira dobre em 2026. Globalmente, a demanda por esse tipo de tratamento também tem impulsionado os resultados financeiros da empresa, que atingiu valor de mercado superior a US$ 1 trilhão.
O sucesso do Mounjaro reflete uma mudança no mercado brasileiro de saúde, onde medicamentos dessa categoria já estão presentes em 4,6% dos lares. Com projeções de que o setor movimente até R$ 50 bilhões até o fim desta década, a Eli Lilly trabalha com a expectativa de que a afiliada brasileira alcance o top 5 global da farmacêutica nos próximos anos, consolidando a importância do país na estratégia de expansão da empresa.

