Uma onda de calor sem precedentes na Europa tem causado impactos severos, atingindo o Rio Danúbio e gerando uma crise energética em países da região. A escassez de água, que atingiu níveis historicamente baixos, preocupa autoridades devido aos efeitos diretos no fornecimento de eletricidade e na estabilidade dos serviços públicos.
Na Hungria, o governo determinou o fechamento temporário da usina nuclear de Paks, responsável por 40% da eletricidade do país. A medida foi necessária porque a planta utiliza a água do Rio Danúbio para realizar o resfriamento de seus reatores. Como o nível do rio baixou drasticamente, o processo operacional tornou-se inviável, forçando a interrupção das atividades pela primeira vez desde 1982.
O primeiro-ministro húngaro, Peter Magyar, alertou que a usina pode permanecer inativa por semanas, caso as temperaturas continuem elevadas e o volume do rio não se recupere. O cenário é agravado pelo fato de que outros países, como a Sérvia, também enfrentam dificuldades na geração de energia através de usinas hidrelétricas, resultando em restrições no abastecimento para a população e para a economia local.
Além da crise energética, o calor extremo e a falta de chuvas desde maio favoreceram o surgimento de incêndios florestais em diversos países, incluindo França, Espanha e Grécia. Em solo grego, o combate ao fogo resultou em uma tragédia recente, com a morte de dois bombeiros após uma colisão entre helicópteros. A previsão meteorológica indica que o clima deve se manter rigoroso nos próximos dias, aumentando a pressão sobre os governos europeus.

