A Federação União Progressista, composta pelos partidos União Brasil e Progressistas (PP), formalizou sua neutralidade na disputa pela Presidência da República. Embora não tenha escolhido um candidato ao Executivo nacional, o grupo liberou seus diretórios estaduais para construírem alianças locais conforme a conveniência política, o que resultou em desenhos eleitorais variados em todo o território brasileiro.
Dados levantados a partir de atas de convenções indicam que a federação apresenta maior proximidade com o PL em 11 unidades da Federação, enquanto mantém coligações com o PT ou a Federação Brasil da Esperança em quatro estados. Segundo Antonio Rueda, presidente da sigla e da federação, a decisão de não apoiar formalmente um nome à presidência busca refletir a maturidade do grupo e respeitar o peso político de cada região.
Essa estratégia de flexibilidade é comum entre siglas do chamado Centrão. Ao evitar um palanque nacional único, o partido ganha autonomia para articular acordos que favoreçam suas candidaturas locais, além de garantir maior trânsito junto ao Congresso Nacional, independentemente de quem vença a eleição presidencial. O movimento preserva o espaço da legenda para futuras negociações com o próximo governo.
Em estados como Acre, Bahia, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, a União Progressista integra coligações que incluem o PL em seus palanques majoritários. Já em unidades como Paraíba, Pará, Amapá e Sergipe, a sigla compõe alianças com o PT e seus aliados. Nos 12 estados restantes, a federação não registrou coligações formais nem com o PL nem com o PT, focando em estratégias distintas ou candidaturas próprias.

