O Grupo SBF, controlador da Centauro e da operação da Nike no Brasil (Fisia), alcançou um desempenho financeiro expressivo no segundo trimestre de 2026, impulsionado pelo planejamento estratégico para a Copa do Mundo. A companhia registrou uma receita líquida recorde de R$ 2,219 bilhões, representando um crescimento de 22,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Esse resultado é fruto de um preparo que começou há mais de um ano, envolvendo mudanças logísticas e operacionais profundas.
O sucesso financeiro reflete a alta procura por itens esportivos durante o evento. Até o final de julho, a empresa comercializou 1,5 milhão de produtos relacionados ao Mundial, incluindo 1 milhão de camisas da Seleção Brasileira, o que representa um aumento de 56,9% nas vendas desse item em relação ao torneio passado. Para atender ao aumento da demanda, o grupo realizou contratações de pessoal, reformas em lojas e ajustes no mobiliário de 60 unidades da Centauro, focando na exposição de artigos de futebol.
Um diferencial importante na operação foi a gestão inteligente dos estoques. A empresa utilizou um sistema central, chamado de “pulmão”, onde a mercadoria era armazenada e distribuída aos pontos de venda apenas quando havia previsão de esgotamento. Essa estratégia, aliada ao uso de dados para antecipar a demanda de consumo, evitou o acúmulo de produtos parados após o fim das competições, otimizando os custos e aumentando a eficiência das vendas em todos os canais atendidos pela Fisia.
Com esses resultados, o lucro líquido ajustado da companhia atingiu R$ 141,9 milhões, um avanço de 62,7%. Segundo o CEO do Grupo SBF, Gustavo Furtado, o desempenho marca a consolidação de um novo ciclo de crescimento após a empresa equilibrar suas finanças. O foco da companhia agora é manter o ritmo de expansão, aproveitando a estrutura reorganizada para sustentar a demanda contínua por produtos esportivos, que se mantém constante mesmo após o encerramento do evento global.

