A defesa de Janine Lucena, candidata a primeira suplente na chapa do senador Veneziano Vital do Rêgo, reagiu formalmente ao pedido de impugnação de seu registro eleitoral. A ação, protocolada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) no último sábado (15), busca impedir a participação da candidata no pleito, gerando um novo capítulo jurídico que agora segue para análise do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).
O pedido do Ministério Público, assinado pelo procurador regional eleitoral Marcos Queiroga, baseia-se em suspeitas levantadas pela Operação Mandare. Segundo o órgão, existiriam indícios de relação entre a candidata e integrantes da organização criminosa denominada Nova Okaida, com suposto uso de áreas dominadas pelo grupo para fins políticos. O MPE sustenta que a medida visa evitar interferências externas no processo democrático, embora esclareça que o pedido não antecipa um julgamento sobre denúncias criminais.
Em nota oficial, os advogados de Janine Lucena classificaram os argumentos do MPE como desprovidos de provas concretas e baseados apenas em presunções. A defesa enfatizou que, até o momento, a candidata não responde a condenações criminais nem possui familiares envolvidos em ilícitos. Os representantes legais afirmam ainda que o pedido do Ministério Público utilizou como referência jurídica um caso do Rio de Janeiro que não seria aplicável à situação específica da candidata na Paraíba.
Diante do cenário, a equipe jurídica reafirmou sua confiança na Justiça Eleitoral e espera que o registro de candidatura seja deferido, reiterando que as alegações não foram confirmadas em nenhuma instância do Poder Judiciário. Caberá agora aos magistrados do TRE-PB avaliar as argumentações apresentadas por ambas as partes antes de proferir uma decisão definitiva sobre o futuro da candidatura de Janine Lucena nas eleições de 2026.

