A proximidade do primeiro turno das eleições presidenciais levanta debates sobre a chance de o pleito ser definido logo na primeira etapa. Após a divulgação de uma nova pesquisa Quaest, que aponta Lula com 37% e Flávio Bolsonaro com 33% das intenções de voto, especialistas analisam o cenário atual e a possibilidade de mudança no comportamento do eleitorado nas próximas semanas.
Apesar dos números apresentarem um empate técnico entre os dois candidatos, Guilherme Russo, diretor de Inteligência da Quaest, avalia que o cenário de vitória no primeiro turno permanece pouco provável. Esse tipo de análise leva em conta a oscilação natural das intenções de voto e a margem de erro, fatores técnicos que ajudam a entender a distância real entre os concorrentes na corrida ao Palácio do Planalto.
Um dos pontos centrais discutidos é o fenômeno da migração de votos na reta final. Segundo Russo, é comum que eleitores decidam mudar sua escolha ao perceberem que o candidato de sua preferência tem menos chances de avançar ao segundo turno. Outros nomes citados no levantamento, como Augusto Cury (6%), Ronaldo Caiado (4%), Renan Santos (3%), além de Romeu Zema e Samara Martins (1% cada), servem como base para entender como a concentração de votos pode migrar para os líderes.
O comportamento do eleitor nos últimos dias de campanha é determinante para o resultado oficial. A expectativa é observar se haverá uma migração expressiva para os dois nomes que aparecem na frente da disputa, o que consolidaria a tendência de decisão em dois turnos. A movimentação política e as escolhas finais dos cidadãos serão os fatores definitivos para o encerramento do ciclo eleitoral no Brasil.

