A corrida para o Senado na Paraíba aponta para um cenário que será consolidado apenas nos momentos derradeiros da campanha. Segundo Felipe Nunes, CEO da consultoria Quaest, a cautela é necessária ao analisar os dados atuais, já que a definição do voto para este cargo costuma ocorrer mais tardiamente na preferência do eleitorado paraibano.
O especialista explica que existe uma ordem de prioridade no interesse popular durante o processo eleitoral. Geralmente, o eleitor foca primeiro na disputa presidencial, volta sua atenção na sequência para o governo estadual e deixa a escolha para a vaga no Senado para os dias finais, momento em que o debate ganha maior intensidade junto à população.
Um dado que reforça essa tendência é o alto índice de indecisão registrado na pesquisa espontânea, aquela em que os nomes dos candidatos não são oferecidos aos entrevistados. Atualmente, 63% dos eleitores não souberam ou não quiseram citar um nome para o cargo. Embora esse número tenha recuado em comparação aos 75% observados em agosto, o patamar ainda é considerado expressivo pelos analistas.
O cenário permanece, portanto, em aberto, com o comportamento do eleitor nas semanas finais sendo o fator decisivo para o resultado nas urnas. O acompanhamento das movimentações de campanha e o avanço da conscientização pública sobre as candidaturas deverão ser cruciais para reduzir o nível de incerteza até o dia da votação.

