O governo central brasileiro encerrou o mês de agosto com um déficit primário de R$ 13,6 bilhões. O número, que reflete a diferença entre o que foi arrecadado e o que foi gasto, indica um cenário desafiador para as finanças públicas, visto que reverteu o saldo positivo de R$ 10,8 bilhões observado no mês de julho.
O chamado déficit primário ocorre sempre que as despesas superam as receitas do governo, sem levar em conta o pagamento de juros da dívida. Esse grupo que compõe as contas públicas reúne os dados do Tesouro Nacional, do Banco Central e da Previdência Social, sendo um indicador essencial para entender a saúde financeira do país.
Ao analisar os números de agosto, a receita líquida total atingiu R$ 187,9 bilhões, apresentando um crescimento de 3,5% na comparação anual, já descontada a inflação. No mesmo período, as despesas chegaram a R$ 201,5 bilhões, registrando um aumento de 1,9% em relação ao ano anterior, o que resultou no saldo negativo divulgado pelo Tesouro.
Embora o déficit tenha apresentado uma queda de 16% na comparação com agosto de 2025, o cenário acumulado no ano ainda preocupa. De janeiro a agosto de 2026, as contas públicas acumulam um rombo de R$ 94,9 bilhões, valor que supera em 7,1% o resultado negativo registrado nos mesmos meses do ano anterior.

