A candidatura de Fábio Tyrone (PSB) a deputado federal enfrenta um momento de tensão após uma operação da Polícia Federal realizada em Sousa. O cenário, que envolve investigações sobre supostas irregularidades financeiras, gerou desdobramentos tanto na esfera jurídica quanto no ambiente interno do Partido Socialista Brasileiro, levantando dúvidas sobre o futuro da chapa e a estabilidade da campanha do político sertanejo.
A operação policial, ocorrida na última quarta-feira (30), apura suspeitas de financiamento irregular de campanha. Na ação, foram apreendidos cerca de R$ 380 mil em espécie e houve o bloqueio judicial de R$ 9 milhões em ativos financeiros. Dois suspeitos foram presos em flagrante, incluindo um funcionário do candidato. Em sua defesa, Fábio Tyrone negou qualquer ilicitude, afirmando que o montante apreendido seria utilizado para o pagamento de folhas salariais de suas empresas.
Paralelo às investigações, Tyrone enfrenta um desgaste político com o comando nacional do PSB. O presidente da sigla, João Campos, declarou publicamente que determinou o encaminhamento do caso ao Conselho de Ética do partido, o que poderia levar à expulsão do candidato. O analista político Thalles Gadelha, ao comentar o episódio, pontuou que a cúpula nacional já tinha conhecimento da trajetória de Tyrone desde o registro de sua candidatura, que contou com o apoio de lideranças estaduais.
Apesar das ameaças de expulsão e da pressão judicial, o candidato minimizou as declarações de João Campos, afirmando não possuir vínculos diretos com o dirigente. O cenário atual indica que, mesmo com a instabilidade política, a base eleitoral de Tyrone no Sertão da Paraíba permanece consolidada. Segundo especialistas, uma eventual saída do partido não impediria o prosseguimento da campanha ou uma possível posse, dado que a candidatura já está homologada e registrada na urna eletrônica.

