O governo federal alcançou o número necessário de assinaturas para protocolar, nesta quarta-feira, um pedido que acelera a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa encerrar a jornada de trabalho na escala 6×1. O anúncio foi feito pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, indicando que a votação em dois turnos deve ocorrer no mesmo dia. A medida é considerada uma pauta prioritária no Senado Federal.
Para que a PEC seja aprovada, ela precisa passar por dois turnos de votação no plenário, exigindo o apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores. O requerimento de calendário especial, necessário para realizar ambos os turnos de votação na quarta-feira, já conta com o quórum regimental de 54 assinaturas, conforme confirmado pela liderança do PT na Casa. A proposta principal busca reduzir a jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas, mantendo o salário atual e garantindo ao menos duas folgas remuneradas por semana.
Um ponto de mudança importante no cenário político envolve a postura do Partido Liberal (PL). O senador Flávio Bolsonaro, que anteriormente apresentava resistência e defendia uma proposta alternativa do seu partido, declarou que votará a favor do texto atual. A alteração de posicionamento do senador, justificada pelo desejo da maioria dos trabalhadores, retira o obstáculo que visava impedir o quórum necessário para a votação.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou-se sobre a mudança de postura da oposição, destacando o impacto da pressão popular na decisão dos parlamentares. Com a garantia das assinaturas e a sinalização de apoio de diferentes bancadas, o Congresso se prepara para um dia decisivo que definirá o futuro das regras trabalhistas no país. Caso aprovada nos dois turnos, a proposta segue para as etapas finais do processo legislativo.

