O diretor-geral do serviço secreto britânico, o MI5, Ken McCallum, apresentou nesta terça-feira (13), em Londres, um diagnóstico preocupante sobre a segurança nacional do Reino Unido. Em seu discurso anual, o chefe da espionagem destacou que o país enfrenta desafios complexos que incluem a atuação de Estados estrangeiros, a escalada de conflitos internacionais e os perigos trazidos pelo uso indevido de novas tecnologias.
Durante a exposição, McCallum classificou a Rússia como a principal fonte de preocupação. O termo “guerra híbrida” foi utilizado pelo diretor para descrever as ações que o país tem enfrentado, referindo-se a táticas que vão além de um confronto militar direto, como o uso de ataques cibernéticos a infraestruturas de energia e planos de sabotagem, estratégias que buscam desestabilizar nações ocidentais sem desencadear uma resposta direta da Otan.
Além das tensões geopolíticas com Moscou, o chefe do MI5 alertou para a expansão de campanhas lideradas pelo Irã, que estariam utilizando facções criminosas para atingir seus objetivos. Somado a isso, o órgão de segurança enfatizou o papel da Inteligência Artificial (IA) como uma nova ferramenta disponível para grupos terroristas, o que eleva a complexidade do monitoramento e aumenta o risco de ataques em solo britânico.
As autoridades agora trabalham com um cenário de vigilância constante para mitigar esses riscos que, segundo o MI5, estão em constante evolução. O acompanhamento dos desdobramentos de planos frustrados de sabotagem e o enfrentamento ao uso da tecnologia por agentes mal-intencionados formam a base da estratégia atual de defesa do Reino Unido contra essas ameaças diversificadas.

