O Procurador Regional Eleitoral na Paraíba, Marcos Queiroga, emitiu um alerta nesta quarta-feira (21) sobre o combate ao assédio eleitoral no segundo turno das eleições presidenciais. A medida visa garantir a liberdade de escolha do cidadão diante da disputa acirrada entre os candidatos Lula e Flávio Bolsonaro, destacando que o ambiente de trabalho deve ser preservado de pressões políticas.
De acordo com o procurador, o assédio eleitoral ocorre quando detentores de cargos de chefia utilizam sua autoridade para tentar influenciar o voto de subordinados. A prática é considerada inaceitável tanto em empresas privadas quanto em órgãos públicos, abrangendo ameaças de demissão, exoneração ou a retirada de benefícios como represália por preferências políticas dos trabalhadores.
O Ministério Público Federal e o Ministério Público do Trabalho atuam em conjunto na fiscalização para assegurar que o voto continue sendo um exercício livre e sigiloso. Os órgãos reforçam que nenhum vínculo de autoridade profissional ou hierarquia pode servir como ferramenta de coerção para direcionar a vontade do eleitor durante o período eleitoral.
Para garantir a apuração de eventuais irregularidades, as autoridades orientam que os trabalhadores coletem provas, como mensagens e registros, caso sofram qualquer tipo de pressão. As denúncias devem ser formalizadas junto ao Ministério Público Eleitoral ou ao Ministério Público do Trabalho, órgãos responsáveis por investigar os casos e adotar as medidas legais cabíveis.

