A primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) após o processo eleitoral traz expectativas de frustração para o governo. A previsão é de que o Banco Central interrompa o ciclo de reduções e mantenha a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano, contrariando os pedidos da gestão federal por crédito mais barato.
Antes do encerramento das eleições, o mercado financeiro trabalhava com uma probabilidade superior a 70% de que houvesse um novo corte na taxa. No entanto, o cenário mudou consideravelmente após o resultado das urnas, com investidores e instituições financeiras reavaliando o panorama econômico para o próximo período.
Entre os fatores que motivaram essa reviravolta estão a alta recente do dólar e as incertezas relacionadas à política fiscal do governo. Instituições de peso no mercado, a exemplo de Itaú, BTG Pactual e HSBC, ajustaram suas projeções para antecipar a pausa nos cortes de juros, impulsionadas pela piora nas expectativas de inflação.
Enquanto aliados governistas argumentam que os juros altos encarecem o crédito e encarecem o custo da dívida pública, a atuação do Copom permanece concentrada no controle inflacionário. A decisão oficial está programada para ocorrer em uma quarta-feira, definindo os rumos da economia nacional nos próximos meses.

