O mercado financeiro brasileiro encerrou a quinta-feira, 5 de novembro de 2026, em queda, acompanhando a forte retração registrada nas bolsas de Nova York e o avanço da moeda americana. O Ibovespa, principal índice da B3, recuou 0,82% e fechou aos 166.191,45 pontos, após oscilar entre a mínima de 166.189,74 pontos e a máxima de 168.994,33 pontos, com um volume financeiro total de R$ 25 bilhões.
Essa oscilação negativa foi fortemente impulsionada pela deterioração do humor nos mercados internacionais, especialmente pelo desempenho do setor de tecnologia nos Estados Unidos. Em Nova York, o índice Nasdaq despencou 5,52%, enquanto o S&P 500 caiu 4,36% e o Dow Jones recuou 3,44%. A onda de vendas foi motivada pelo temor de maiores restrições regulatórias à inteligência artificial e à expansão de centros de dados, gerando preocupações após as recentes eleições de meio de mandato no país.
Segundo Marcelo Cabral, gestor de investimentos e sócio-fundador da Stratton Capital Nova York, a intensidade dessa baixa superou uma queda simples e gerou um nível de alerta que contaminou os mercados globais. Diante de tantas incertezas envolvendo resultados corporativos, geopolítica, juros e o cenário eleitoral, muitos investidores imediatistas optaram por zerar posições e reduzir riscos para compreender melhor os próximos desdobramentos econômicos.
No mercado de câmbio brasileiro, o dólar comercial acompanhou o cenário de cautela e encerrou o dia em alta de 0,67%, cotado a R$ 5,489, após oscilar entre R$ 5,427 e R$ 5,495. Além do ambiente internacional desfavorável, as cotações refletiram as incertezas domésticas em torno da condução da política fiscal, mantendo os investidores em estado de atenção para os próximos passos da economia.

