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‘Acabou-se o que era doce’

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Empresa coordenadora do São João e Prefeitura de Campina Grande proíbem cachaça artesanal nas tradicionais barracas

De acordo com o que foi veículado pelo jornalista Maurílio Júnior ‘Acabou-se o que era Doce’ no São João de Campina Grande: as famosas cachaças artesanais foram proibidas de serem comercializadas dentro do espaço do Parque do Povo.

Segundo as informações, a Prefeitura de Campina Grande, através do órgão responsável, Gevisa – Gerência De Vigilância Sanitária, emitiu orientação aos barraqueiros e comerciantes com a nova proibição.

Segundo especula-se, na realidade a Gevisa teria atendido a um pedido da empresa cearense Arte Produções, gestora do São João de Campina Grande 2023.

Sabe-se, e não é segredo, que muito dos patrocínios que movimentam a festa vem de empresas de bebidas nacionais, incluindo a exclusividade de comercialização de determinadas marcas. Seria este o real motivo?

O órgão argumentou em nota técnica que a cachaça artesanal “não detém rotulagem apropriada que atendam aos requisitos e dispositivos legais supracitados.

A partir da proibição, caso os comerciantes desrespeitem a regra, serão notificados e a mercadoria será apreendida.

Um das prejudicadas com a medida é a tradicional cachaça artesanal “Bom que Dói”, produzida pela comerciante conhecida por “Fia”, que trabalha no São João de Campina há mais de 30 anos, vendendo sua bebida com mel.

Ao que parece, a medida deixa claro para os campinenses que “Acabou-se o que era doce” sobre o nosso São João.

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