O Relógio do Juízo Final, símbolo criado para representar o risco de uma catástrofe global, avançou para 90 segundos antes da meia-noite, o mais próximo que já esteve do “fim do mundo”. A decisão foi anunciada pelo Boletim dos Cientistas Atômicos em meio a um contexto de tensões internacionais crescentes, conflitos armados e ameaças nucleares, indicando uma preocupação global sobre a segurança e estabilidade entre países.
Criado em 1947 por cientistas que participaram do Projeto Manhattan, responsável pela primeira bomba atômica, o relógio simboliza a proximidade do planeta a uma catástrofe, com a meia-noite representando esse evento extremo. O avanço para 90 segundos indica que, segundo especialistas, os riscos de guerra nuclear, mudanças climáticas descontroladas e outras ameaças globais estão muito elevados, afetando a segurança internacional e a sobrevivência da humanidade.
Entre os fatores que influenciaram a decisão estão a continuidade dos conflitos na Ucrânia, o aumento do arsenal militar nuclear em alguns países e a falta de avanços efetivos na cooperação internacional para o controle do aquecimento global. O relatório destaca a necessidade urgente de ações concretas para evitar que essas tensões escalem, o que poderia resultar em consequências severas para o planeta e toda a população mundial.
O Relógio do Juízo Final funciona como um alerta para governos, organizações e sociedade civil, ressaltando a importância de medidas diplomáticas e ambientais para evitar um colapso global. A atualização anual reforça o cenário preocupante atual, convidando países a buscarem acordos de paz, redução de armas e compromisso com o meio ambiente, a fim de afastar o risco de uma crise sem precedentes.

