A Justiça da Paraíba arquivou o inquérito que investigava a morte do jovem Gerson de Melo Machado, atacado por uma leoa no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, conhecido como Parque da Bica, em João Pessoa. O incidente ocorreu no dia 30 de novembro do ano passado e levantou dúvidas sobre possíveis responsabilidades na tragédia. A decisão da juíza Michelini de Oliveira Dantas Jatobá ressaltou que a atitude da vítima foi o fator principal para o ocorrido, o que reforça a importância da segurança em ambientes com animais selvagens, sem concluir responsabilidades criminais de terceiros.
O inquérito foi conduzido pela 2ª Delegacia Distrital da Capital, e a juíza analisou minuciosamente os fatos e evidências recolhidas durante as investigações. Ficou claro que Gerson agiu voluntariamente ao ultrapassar as barreiras de proteção do recinto da leoa, mesmo após ser advertido por agentes de segurança e visitantes. Ele utilizou uma árvore para acessar o interior da jaula, onde o instinto territorial do animal foi ativado, resultando no ataque fatal. A ação rápida impediu uma intervenção segura da equipe do parque para impedir o acesso do jovem ao espaço restrito.
Além da análise do comportamento da vítima, a Justiça também considerou o relatório do IBAMA, que confirmou que o parque atende a todos os padrões de segurança exigidos pela legislação vigente. As estruturas de proteção, como muros altos de alvenaria e telas inclinadas, foram projetadas para evitar fugas dos animais e impedir invasões externas. A juíza destacou que não houve negligência nem erros por parte dos tratadores ou da administração do parque, e que o acidente ocorreu devido a uma ação inesperada e fora do controle dos responsáveis pelo local.
Outro ponto avaliado foi o histórico de saúde mental de Gerson, que, conforme documentação apresentada, reforça a ausência de dolo ou culpa de terceiros no caso. A decisão final esclarece que o nexo de causalidade entre a morte e eventual ação ou omissão de terceiros foi rompido pelo comportamento do jovem, que se colocou em situação de risco ao violar as medidas de segurança. Com o arquivamento do inquérito, não há mais investigações sobre responsabilidades criminais, encerrando o processo judicial sobre o episódio no Parque da Bica.

