Última reunião interpoderes simboliza fechamento de ciclo com reconhecimento em educação e solidez fiscal, projetando continuidade sob comando de Lucas Ribeiro. O governador João Azevêdo conduziu, nesta quinta-feira (19), no Palácio dos Despachos, sua última reunião interpoderes à frente do Executivo estadual, em um momento que transcende o rito institucional e se consolida como marco de encerramento de um ciclo administrativo com forte lastro político e institucional. Mais do que uma prestação de contas, o encontro refletiu o resultado de uma gestão que, ao longo de mais de sete anos, construiu estabilidade entre os poderes, avançou em políticas públicas e posicionou a Paraíba em destaque no cenário nacional. Ao tratar da transição para o vice-governador Lucas Ribeiro, que assume o governo no dia 2 de abril, João Azevêdo enfatizou o ambiente de tranquilidade e organização administrativa, com recursos assegurados e planejamento estruturado até 2027.
A leitura política desse momento passa, necessariamente, pelo conjunto da obra. Em campo, uma gestão que funcionou como equipe, cada poder cumprindo seu papel, defendendo suas atribuições, mas com um propósito comum, entregar resultados. Essa harmonia institucional se traduziu em conquistas concretas e reconhecimentos relevantes. Na educação, a Paraíba alcançou o Selo Ouro do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, um dos mais importantes indicadores de avanço na aprendizagem básica. No campo fiscal, o estado também ganhou evidência ao figurar entre as unidades da federação com maior equilíbrio das contas públicas e capacidade de investimento, com destaque para o volume de reservas financeiras e a responsabilidade na gestão dos recursos, um ativo que se tornou referência em discussões nacionais sobre governança fiscal.
Esse conjunto de indicadores não apenas valida a gestão, mas fortalece o discurso de continuidade. Ao afirmar que entrega um “governo organizado e com dinheiro em caixa”, João Azevêdo traduz, na prática, um cenário que permite previsibilidade administrativa e segurança institucional. É nesse contexto que se projeta a condução de Lucas Ribeiro, que assume o comando do estado com a expectativa de manter o ritmo das entregas, garantir a execução das obras estruturantes já planejadas e imprimir sua própria identidade à gestão, sem romper com a base construída.
A reunião, que contou com representantes do Judiciário, Legislativo, Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública, reforçou esse ambiente de cooperação como um dos pilares do atual governo, reconhecido pelos próprios chefes dos poderes. Ao final, mais do que encerrar um ciclo, o que se coloca é um teste real de continuidade: manter o que deu certo exige mais do que discurso, exige consistência, leitura política e capacidade de sustentar resultados sob nova liderança. Porque, no fim, é simples, legado não se herda, se prova.

