O prefeito interino de Cabedelo, José Pereira (Avante), realizou no último dia 17 de abril a exoneração de quatro auxiliares do alto escalão do município. A decisão ocorre na sequência de uma operação conduzida pela Polícia Federal e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que investiga possíveis irregularidades envolvendo a administração municipal e uma facção criminosa que atua na região.
Entre os servidores desligados dos cargos estão pessoas próximas ao prefeito afastado, Edvaldo Neto, como Cynthia Denize Silva Cordeiro, que ocupava a Secretaria de Uso do Solo e é sogra do gestor afastado. Segundo as investigações, ela é apontada como a responsável por articular a relação entre a prefeitura e a facção, havendo também acusações de que atuaria na defesa jurídica de lideranças do crime organizado.
Outros nomes de peso da administração também foram atingidos pelas exonerações. Diego Carvalho Martins, ex-procurador-geral e cunhado de Edvaldo Neto, é suspeito de utilizar sua função jurídica para conferir aparência legal a contratos e beneficiar empresas específicas. Já Claudio Fernandes de Lima Monteiro, que atuava na gerência de recursos humanos, é investigado por supostamente realizar manobras para evitar que os contratos sob suspeita passassem por fiscalizações internas.
Com as medidas administrativas tomadas pelo prefeito interino, a gestão municipal busca reorganizar o quadro de auxiliares diante da continuidade das apurações. As investigações seguem em curso sob a responsabilidade dos órgãos de controle e segurança, enquanto o município aguarda os próximos passos da Justiça sobre o desenrolar das denúncias de corrupção e os impactos dessa operação na estrutura pública local.

