A executiva Claudia Woods, conhecida por sua trajetória em startups e empresas de tecnologia como Uber e Webmotors, assumiu o desafio de liderar a centenária British American Tobacco (BAT) no Brasil. Em pouco mais de um ano, ela tem aplicado metodologias ágeis em uma organização com 120 anos de história, provando que é possível modernizar processos tradicionais com foco em testes, medição e adaptação constante.
A estratégia de modernização da companhia não se limita apenas a adotar tecnologias avançadas, mas sim em ajustar o funcionamento interno antes de implementar inovações. De acordo com a executiva, a inteligência artificial não é uma solução milagrosa: se a tecnologia for inserida em um fluxo de trabalho mal estruturado, o resultado será apenas a automatização de um erro. Por isso, a empresa prioriza o entendimento dos processos humanos antes de qualquer salto digital.
Na prática, a digitalização já traz resultados expressivos, como o uso de inteligência artificial para monitorar desde o uso de fertilizantes no campo até a previsão de falhas em máquinas e a gestão de estoque no varejo. Um dado relevante é que 80% dos pedidos de pequenos e médios varejistas já são realizados por uma plataforma digital própria, desafiando a antiga ideia de que esse setor dependeria exclusivamente da visita de vendedores presenciais.
Além das melhorias operacionais, a empresa segue em um processo de diversificação de portfólio. Com o suporte de um fundo global de 500 milhões de libras, a organização está investindo em novas categorias de bem-estar, incluindo produtos à base de cafeína e melatonina, além de formatos distintos de consumo de nicotina. O cenário atual mostra uma corporação focada em conciliar sua tradição com a agilidade exigida pelo mercado moderno.

