A Justiça italiana reverteu, nesta sexta-feira (22), a decisão que autorizava a extradição de Carla Zambelli, resultando em sua soltura imediata em Roma. A ex-deputada, que estava detida na capital italiana desde julho de 2025, aguardava desdobramentos sobre o pedido de retorno ao Brasil. A decisão impacta diretamente o trâmite jurídico do caso, que agora segue novos rumos sob a análise das autoridades europeias.
O processo foi decidido pela Corte de Cassação, o tribunal de última instância da Itália, que anulou a autorização anterior para o envio da parlamentar ao território brasileiro. Em termos jurídicos, a extradição é o mecanismo oficial pelo qual um país solicita que outro entregue uma pessoa acusada ou condenada para responder a processos criminais, e a revogação dessa medida interrompe, temporariamente, o envio forçado da investigada.
Embora tenha deixado a prisão, a situação de Carla Zambelli no exterior ainda não foi totalmente definida pelas instâncias diplomáticas e judiciais. O caso depende agora de uma nova análise por parte do Ministério da Justiça da Itália, órgão responsável por validar e executar pedidos internacionais dessa natureza. Até o momento, não foram detalhados os argumentos técnicos que levaram a corte italiana a reverter a decisão anterior.
Com a mudança no cenário, a defesa da ex-deputada e as autoridades brasileiras devem aguardar as próximas determinações do governo italiano sobre o pedido de extradição. O caso permanece sob sigilo internacional, e o futuro da ex-parlamentar dependerá dos novos pareceres técnicos que serão emitidos pelo Ministério da Justiça da Itália durante os próximos passos do processo.

