Tereza Madalena partiu deixando uma ausência impossível de disfarçar. Conhecida como a Rainha da Televisão Paraibana, ela viveu como poucos: intensamente, luminosamente, apaixonadamente.
Tereza era vida.
Daquelas pessoas que escolhem enxergar o mundo pela lente da esperança, mesmo quando a realidade insistia em pesar. Tudo que era ruim ela parecia diminuir com um sorriso largo, uma palavra generosa ou uma roupa brilhante atravessando qualquer ambiente. A vida, para ela, era uma aquarela da cabeça aos pés. Não ignorava a vida, apenas escolhia colori-la.
Seu brilho nunca esteve apenas na aparência impecável ou na presença marcante diante das câmeras. O maior brilho vinha de dentro. Vinha da forma como fazia as pessoas se sentirem vistas, acolhidas e importantes.
Professora de francês por profissão e comunicadora por essência, dedicou 18 anos à TV Master e ajudou a escrever parte da memória afetiva da televisão paraibana. Tereza Madalena amava viver sem reservas. Dançava, cantava, celebrava encontros e transformava qualquer conversa em afeto.
Quando fui sua assessora na Secretaria de Cultura, ainda estudante de jornalismo, aprendi observando sua coragem silenciosa. Ela nunca esperava permissão para ocupar espaços. Apenas chegava com autenticidade, inteligência e uma feminilidade forte, impossível de não admirar.
Hoje, homenageada merecidamente pela TV Globo local e pelos principais portais da Paraíba, deixa mais do que saudade. Deixa a lembrança rara de alguém que escolheu viver leve, mesmo conhecendo o peso da vida.
Como escreveu Guimarães Rosa: “Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende.”
E Tereza ensinava vivendo.
Agora, esse brilho sobe ao mais alto ponto do universo e continua nos iluminando, como sempre fez.
Vá em paz, Tereza.
O seu legado seguirá vivo em cada memória bonita, em cada sorriso despertado e em cada coração que teve o privilégio de encontrar a sua luz. 🤍
