As ações da Usiminas registraram queda significativa nesta quinta-feira, 30, após a divulgação dos resultados financeiros referentes ao segundo trimestre de 2026. Após um período de forte valorização na bolsa, que levou os papéis a um pico de R$ 12,18 em junho, o mercado reagiu com cautela às novas projeções da companhia. Entender os números e as perspectivas da empresa é fundamental para analisar o atual cenário da siderúrgica.
No segundo trimestre de 2026, a empresa reportou um lucro líquido de R$ 428 milhões, um crescimento importante em relação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, houve uma redução de 52% na comparação com o primeiro trimestre deste ano. O EBITDA ajustado, que mede a capacidade de geração de caixa operacional antes de impostos e despesas financeiras, atingiu R$ 761 milhões, superando as expectativas iniciais do mercado, apesar do desempenho negativo da divisão de mineração.
O setor de mineração enfrentou dificuldades expressivas, com uma queda de 36% no EBITDA da unidade. Esse resultado foi impactado principalmente pelo aumento de 35% nos custos de frete marítimo na rota entre Brasil e China. Além disso, a companhia revisou para baixo a sua projeção de investimentos para este ano, fixando o valor entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,4 bilhão, uma medida vista por analistas como um sinal de disciplina financeira frente ao novo momento de mercado.
Para o próximo trimestre, a Usiminas projeta estabilidade nas operações siderúrgicas e novos desafios na mineração. O sucesso da companhia no restante de 2026 dependerá da sua capacidade de repassar aumentos de preços aos clientes industriais para manter as margens de lucro. Analistas acompanham de perto como esse cenário de custos logísticos elevados e pressão operacional definirá o comportamento das ações nos próximos meses.
