O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino, afirmou nesta segunda-feira (8) que o desenho político do estado seria distinto caso seu nome tivesse sido cogitado para a vice-governadoria durante articulações na Granja Santana. Em entrevista, o deputado argumentou que a falta de diálogo sobre sua participação na chapa contribuiu para a fragmentação da base governista e a perda de aliados estratégicos ao longo do processo.
Galdino ressaltou que a escolha de um vice, quando debatida de forma ampla e antecipada, teria o poder de aglutinar forças que acabaram se distanciando do grupo liderado pelo governo. O parlamentar recordou que foi justamente durante aquele encontro na residência oficial que ele optou por abrir mão de sua pré-candidatura ao Palácio da Redenção, um gesto que ele acredita ter subestimado a necessidade de uma composição mais inclusiva.
Como exemplo dos impactos dessa decisão, o chefe do Legislativo paraibano mencionou figuras políticas de peso que migraram para campos opostos. Segundo ele, a inclusão de seu nome na mesa de negociações teria sido determinante para manter nomes como Felipe na base aliada, além de possivelmente ter alterado a dinâmica que culminou na saída de Cícero da gestão municipal.
Embora evite cravar se aceitaria um convite formal caso tivesse sido feito na época, Galdino mantém sua tese sobre os erros de articulação. A declaração reforça o tom de bastidor sobre as tensões internas do grupo, deixando claro que a falta de consenso prévio sobre a sucessão estadual ainda gera reflexos negativos na atual correlação de forças políticas na Paraíba.
