InícioParaíbaAlvos de prisão na Operação contra Braiscompany estão foragidos

Alvos de prisão na Operação contra Braiscompany estão foragidos

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Foram emitidos mandados de prisão temporária, sequestro de bens e a determinação da suspensão parcial das atividades da empresa.

Com a “Federal’ na porta.

Foi assim que começou o dia da empresa Braiscompany em Campina Grande, e embora o fato não cause surpresa, uma vez que o escândalo financeiro vem sendo pauta desde dezembro de 2022 com mais intensidade.

A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira (16/02) uma operação em endereços ligados à empresa paraibana Braiscompany, com o objetivo de combater crimes contra o sistema financeiro e o mercado de capitais. O nome da operação, Halving, é em alusão ao aumento da dificuldade de mineração do bitcoin, que ocorre a cada quatro anos, período semelhante à ascensão e derrocada do esquema investigado.

A Polícia Federal informou que dois alvos de prisão, sócios da Braiscompany, estão foragidos. Os nomes não foram divulgados, mas no sistema de consulta do CNPJ da empresa consta dois nomes como sócios: Fabrícia Farias Campos e Antônio Inácio da Silva Neto, mais conhecido por Antônio Ais.

Foram emitidos mandados de prisão temporária, sequestro de bens e a determinação da suspensão parcial das atividades da empresa investigada.

A empresa captava investidores sob a promessa de investimentos em criptomoedas com retorno de 8% ao mês, e após atrasos, passou a ser suspeita de um golpe milionário com criptomoedas. As ações da PF ocorreram na sede da empresa e em um condomínio fechado em Campina Grande, e em uma filial em João Pessoa e em São Paulo. A investigação mira contratos de R$ 1,5 bilhão em locação de ativos digitais.

Os sócios da empresa, Antônio Inácio da Silva Neto e Fabrícia Farias Campos, conhecidos como Antônio Neto Ais e Fabrícia Ais, idealizadores da Braiscompany, são alvo da investigação. Milhares de pessoas em Campina Grande e região investiram suas economias pessoais sob a promessa de um ganho financeiro ao redor de 8% ao mês, uma taxa considerada irreal pelos padrões usuais do mercado.

A atração pela Braiscompany está ligada à imagem de seu fundador, Antônio Neto Ais, que se apresenta como um empresário de sucesso em sua conta no Instagram, com 900 mil seguidores.

O calendário de remuneração dos dividendos deixou de ser cumprido desde o final do ano passado, e a hipótese de calote paira no ar. Segundo a empresa, os primeiros atrasos teriam sido provocados por uma questão técnica, devido a um aplicativo criado para otimizar os processos internos e de comunicação, o que teria provocado a necessidade de redução de funções do sistema anterior ainda na fase de testes.

Após o atraso ocasionado pelos testes, a Binance (corretora de criptoativos) passou a travar as operações e limitar a capacidade de pagamento a 10% do necessário a cada 10 dias.

A Braiscompany divulgou uma nota no início do mês com esclarecimentos sobre o caso para a imprensa, afirmando que está fazendo uso de “todos os mecanismos legais e de reserva para honrar os compromissos contratualmente agendados”.

A empresa prometeu apresentar inovações apesar da crise. Após a divulgação da abertura da investigação, a empresa ainda não se pronunciou. A operação da PF é um importante passo para desvendar a verdade sobre a Braiscompany e os crimes financeiros envolvidos, o que traz uma sensação de alívio e justiça para as vítimas lesadas pelo esquema.

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