Os recibos de ações de grandes empresas de tecnologia, conhecidos como BDRs, voltaram a registrar alta no volume de negociações na bolsa brasileira, a B3, a partir de meados de abril de 2026. Após um início de mês marcado por uma desaceleração, o interesse dos investidores pelas chamadas “Sete Magníficas” — que incluem nomes como Nvidia, Apple e Google — foi impulsionado pelo otimismo no mercado financeiro dos Estados Unidos e pelo avanço da inteligência artificial.
Para quem não está familiarizado com o termo, os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) são certificados que permitem ao brasileiro investir em empresas estrangeiras diretamente pela nossa bolsa, sem a necessidade de abrir contas em corretoras fora do país. Essas gigantes da tecnologia, que englobam Alphabet, Amazon, Apple, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla, tiveram seus papéis movimentados em ritmo acelerado na segunda quinzena de abril, acompanhando o desempenho positivo das bolsas americanas.
Dados de mercado indicam que o volume de negociações disparou após o dia 15 de abril, quando empresas como Amazon e Apple viram a procura por seus recibos praticamente dobrar ou triplicar. Esse movimento ganhou força com a divulgação dos balanços do primeiro trimestre de 2026, que revelaram um crescimento de lucro significativo para o grupo. O cenário foi visto por especialistas como uma validação de que os investimentos em inteligência artificial estão gerando resultados financeiros sólidos para as companhias.
Além dos balanços positivos, a melhora no ambiente econômico global e a percepção de uma trégua comercial entre Estados Unidos e China contribuíram para aumentar a confiança dos investidores. Com as “Sete Magníficas” mantendo seus planos de gastos bilionários em infraestrutura de tecnologia, o mercado segue atento às próximas movimentações. A expectativa é que esse setor continue sendo um ponto central para o fluxo de capitais nos próximos meses.

