A Black Friday, considerada uma das datas mais importantes para o varejo, tem gerado desconfiança entre os consumidores. Um estudo realizado pela Timelens revelou que 45,4% dos mais de 2.300 itens monitorados em 2025 chegaram à data promocional sem apresentar uma economia real para quem pretendia comprar, frustrando as expectativas de quem esperou meses pelo evento.
Os dados detalhados mostram cenários variados para os produtos analisados. Enquanto 21% dos itens não apresentaram qualquer redução de valor, outros 21% ficaram ainda mais caros do que em períodos anteriores. Além disso, 3,4% dos produtos passaram pelo chamado “falso desconto”, quando o valor é elevado pouco antes da data para ser reduzido posteriormente, simulando uma oferta que não existe na prática.
O desempenho das promoções variou conforme o setor. Produtos de linha branca, como eletrodomésticos e eletroportáteis, apresentaram quedas de preços mais consistentes. Por outro lado, itens de categorias como moda, acessórios, brinquedos e produtos de farmácia chegaram à Black Friday praticamente sem alterações de valor. Entre os produtos que tiveram descontos, cerca de 28,4% registraram reduções entre 5% e 15%.
Para evitar cair em ofertas enganosas, especialistas recomendam que o consumidor inicie o monitoramento dos preços com antecedência, em vez de focar apenas no dia do evento. Como os compradores atuais agem como auditores de ofertas, a estratégia de acompanhar o histórico de valores é fundamental para identificar se o preço anunciado é realmente vantajoso ou se houve apenas uma maquiagem nos custos.
