InícioBrasilBolsonaro e Michelle se recusam a falar em depoimento na PF

Bolsonaro e Michelle se recusam a falar em depoimento na PF

Publicado em

- Advertisement -

O ex-presidente e Michelle Bolsonaro se recusam a falar em depoimento simultâneo marcado na Polícia Federal.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sete outros investigados no caso da suposta venda ilegal de joias e presentes sauditas nos Estados Unidos (EUA) comparecem para depoimento na Polícia Federal em Brasília nesta quinta-feira (31/8), mas se recusam a falar.

Bolsonaro chegou ao local por volta das 10h50 e negou qualquer envolvimento no caso. “Não mandei ninguém vender nada. Eu não recebi nada”, disse. A estratégia da defesa foi optar por não responder nenhuma pergunta.

A PF investiga se o ex-presidente tinha conhecimento das negociações ilegais feitas pelo tenente-coronel Mauro Cesar Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Alguns fatos chamam atenção, um deles se concentra na viagem oficial a Londres, na Inglaterra, em setembro de 2022, onde a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro esqueceu uma caixa de papelão com joias debaixo da cama. Os itens foram recuperados pelos auxiliares da Presidência e colocada no cofre dos ajudantes de ordens — chefiados pelo tenente-coronel Mauro Cid.

O chefe de ordens de Bolsonaro está no centro do escândalo, e nos e-mails recuperados dele fica claro que o tenente-coronel Mauro Cid negociou um relógio Rolex, de US$ 60 mil (cerca de R$ 300 mil) presente do acervo presidencial dado por representantes da Arábia Saudita.

O pai do tenente-coronel Mauro Cid, o general da reserva Mauro Cesar Lourena Cid, se encarregou de negociar os presentes nos Estados Unidos (EUA), onde vivia.

A PF concluiu que os kits de joias ficaram, no ano passado, na casa de Lourena, em um condomínio de alto padrão na Flórida, onde o filho fotografou os itens para negociá-los com lojas especializadas.

Outro fato incriminador é o fato de que o advogado Frederick Wassef admitiu a compra, nos Estados Unidos, do relógio Rolex que foi dado de presente pelo governo árabe a Jair Bolsonaro e vendido ilegalmente por Mauro Cesar Cid.

Wassef disse ter comprado o relógio por US$ 49 mil (quase R$ 240 mil) com o próprio dinheiro durante as “férias” para “devolver à União” por causa da decisão do TCU, que solicitou a devolução dos presentes recebidos na gestão Bolsonaro.

Ele nega que tenha havida uma “missão de resgaste” para a recompra do relógio, como suspeita a PF.

O Tenente Coronel Mauro Cid já prestou depoimento e as revelações feitas por ele estão sendo mantidas em sigilo na investigação, evitando assim que haja mudanças nos depoimentos dos demais implicados.

Últimas notícias

Segundo Domiciano reforça articulação política em Santa Rita

O cenário político da Paraíba segue em movimentação com o anúncio de novas adesões...

Eduardo Bolsonaro nega gestão de orçamento para filme de ex-presidente

Informações recentes divulgadas sugerem uma suposta participação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro na administração financeira...

Cantora Luiza Nobre celebra aprovação no curso de Medicina

A cantora Luiza Nobre, natural de Cajazeiras, alcançou uma conquista importante em sua trajetória...

Empresa espanhola assume gestão do esgotamento sanitário na Paraíba

Uma empresa de origem espanhola saiu vitoriosa no leilão realizado para a concessão dos...

relacionados

Segundo Domiciano reforça articulação política em Santa Rita

O cenário político da Paraíba segue em movimentação com o anúncio de novas adesões...

Eduardo Bolsonaro nega gestão de orçamento para filme de ex-presidente

Informações recentes divulgadas sugerem uma suposta participação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro na administração financeira...

Cantora Luiza Nobre celebra aprovação no curso de Medicina

A cantora Luiza Nobre, natural de Cajazeiras, alcançou uma conquista importante em sua trajetória...