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Bolsonaro vê falta de lideranças de direita em entrevista para polêmico influencer Charlie Kirk

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Bolsonaro diz ter ‘obrigação’ de coordenar a direita e fala em retornar ao Brasil, mas não menciona nenhuma data

O ex-presidente Jair Bolsonaro parece já se “sentir em casa” nos EUA, local que escolheu fixar moradia ao sair, sem data de retorno, do Brasil após perder as eleições presidenciais.

Após já haver “instalado” um verdadeiro “cercadinho” nos moldes do que realizava no Palácio do Planalto para falar informalmente aos seus apoiadores diretos, agora, na frente da casa onde está hospedado em Orlando, já busca apoiadores em solo americano.

Desta vez, escolheu falar pela primeira vez, desde que se refugiou nos EUA, para um influenciador de extrema direita, Charlie Kirk, que teve seu nome envolvido nos atos de invasão do Capitólio.

O influencer tem a conta do Twitter na lista de usuários com conteúdo sensível em virtude de seus discursos polêmicos, notadamente contra minorias, além de difundir diversas teorias conspiratórias.

Dono da Turning Point USA (TPUSA), Kirk organizou o evento no qual Bolsonaro realizou palestra recente segundo o site FolhaPE.

Na breve entrevista, Bolsonaro contou que pretende retornar ao Brasil nas próximas semanas, e que afirmou que há uma forte “demanda” por parte dos brasileiros para que ele volte o mais rapidamente possível.

Além disso, ele mencionou que se vê na “obrigação” de coordenar as novas lideranças políticas de direita que têm surgido no país e que permanecerá na política devido à falta de nomes de peso no conservadorismo no Brasil.

Desde o dia 30 de dezembro de 2022, o ex-presidente está nos Estados Unidos e, até então, não havia um prazo definido para o seu retorno. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que viajou com o esposo para os EUA, já retornou ao Brasil.

O visto de Bolsonaro para permanecer nos EUA expirou, pois utilizou-se de uma permissão do tipo expedido para Chefes de Estado, posição que não mais ocupa.

Vários senadores já entraram com pedido formal para que Bolsonaro seja extraditado, tendo em vista o claro apoio aos atos relacionado com a invasão do Capitólio. Além disso, com o visto de turista, ao qual houve pedido de prorrogação de prazo, o ex-presidente não poderá realizar “palestras” remuneradas, como, ao que deixa transparecer, seria o plano inicial.

Na entrevista, entretanto, ele não mencionou que no retorno ao Brasil, Bolsonaro enfrentará processos no STF (Supremo Tribunal Federal) que podem continuar tramitando na corte ou serem transferidos para a Justiça comum, uma vez que ele perdeu o foro privilegiado.

Um dos inquéritos investiga a responsabilização dos atos de 8 de janeiro em Brasília, quando apoiadores de Bolsonaro depredaram palácios dos Três Poderes. Bolsonaro deve receber um salário de R$ 39 mil como presidente de honra do Partido Liberal, mas a condição para que isso ocorra é o seu retorno ao Brasil.

Veja a entrevista:

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