A fronteira entre o Brasil e a Venezuela, localizada no estado de Roraima, permanece tranquila, monitorada e sem restrições de acesso, conforme informou o ministro da Defesa, José Múcio, neste sábado (3). Essa declaração ocorre em meio a bombardeios dos Estados Unidos contra a Venezuela, situação que desperta atenção internacional e preocupação na região. A segurança da fronteira é essencial para evitar impactos negativos e garantir a proteção da população local e brasileira.
De acordo com o ministro, cerca de 10 mil militares estão atuando na região amazônica, sendo 2,3 mil posicionados especificamente em Roraima para monitorar qualquer eventualidade. Múcio ressaltou que a situação está sob controle, apesar das informações desencontradas que têm circulado. A confirmação de que não há brasileiros feridos nos conflitos próximos reforça a segurança da comunidade brasileira e dos turistas que transitam pela área.
O contexto da tensão envolve a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, culminando na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, por forças norte-americanas. Essa ação é inédita na América Latina desde 1989, quando os EUA invadiram o Panamá para capturar o então presidente Manuel Noriega. A operação americana é criticada por supostos interesses geopolíticos, como controlar as reservas de petróleo da Venezuela, que são as maiores do mundo, e afastar o país de aliados globais como China e Rússia.
As autoridades brasileiras permanecem em alerta, com reuniões emergenciais realizadas no Itamaraty e acompanhamento constante dos acontecimentos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou a posição oficial do governo de condenar o ataque dos EUA à Venezuela. Até o momento, a situação na fronteira segue estável, sem relatos de incidentes graves, e o monitoramento continuará para garantir a segurança dos brasileiros na região e evitar possíveis impactos futuros.
