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Brasil registra recorde de inadimplência em 2026

O Brasil atingiu marcas históricas de inadimplência em 2026, afetando simultaneamente famílias, empresas e o setor público. O cenário é impulsionado por uma combinação de juros elevados, incertezas sobre as contas do governo e condições de crédito mais restritivas. Esse contexto financeiro desafiador preocupa especialistas e coloca em xeque a estabilidade econômica de diversos setores da sociedade brasileira neste ano.

No setor público, a dívida bruta chegou a 81,93% do PIB em junho, levando o Tesouro Nacional a mudar sua estratégia de financiamento. Já entre as famílias, a inadimplência no crédito livre alcançou 7,8%, o maior nível desde 2011, enquanto o consignado privado atingiu 10%. Esse aumento ocorre mesmo com o mercado de trabalho aquecido e uma taxa de desemprego de 5,3% registrada até julho, indicando que a capacidade de pagamento das pessoas tem sido severamente testada.

O setor empresarial enfrenta situação semelhante, com 9,1 milhões de empresas inadimplentes em junho, totalizando R$ 232,9 bilhões em dívidas. Grandes grupos econômicos recorreram a recuperações judiciais para tentar organizar suas contas frente ao aumento de R$ 50 bilhões nas dívidas de curto prazo das companhias abertas. O governo federal aponta que fatores como o impacto das apostas online e a facilidade de acesso a créditos de alto custo por meio de fintechs contribuíram para o agravamento da situação familiar.

A expectativa do Ministério da Fazenda é que a pressão sobre as dívidas comece a diminuir a partir de 2027, dependendo do retorno de superávits primários e da esperada queda nos juros. Por enquanto, o país segue observando um ciclo onde os gastos governamentais superam a arrecadação, forçando a manutenção de juros altos para controlar a inflação. O cenário exige atenção, já que projeções do FMI indicam que a dívida pública brasileira pode atingir 100% do PIB nos próximos anos.

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