A Caixa Econômica Federal informou que não há previsão, no curto prazo, de estender o programa Minha Casa, Minha Vida para atender famílias com renda mensal de até R$ 21 mil. A possibilidade de ampliar o alcance do programa habitacional para faixas de renda mais elevadas, incluindo setores da classe média, foi descartada pela vice-presidente de Habitação do banco, Inês Magalhães, durante um encontro com analistas de mercado.
Atualmente, o Minha Casa, Minha Vida opera com diretrizes estabelecidas no Plano Plurianual, e a instituição avalia que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) possui recursos suficientes para manter o cronograma já aprovado. A executiva explicou que, embora o banco esteja aberto a ajustes pontuais nas regras do programa, uma mudança de grande magnitude para contemplar rendas elevadas não faz parte do planejamento estratégico atual da estatal.
Para garantir a sustentabilidade do setor, a Caixa tem adotado uma política de concessão de crédito mais seletiva e criteriosa. O objetivo é reduzir riscos e monitorar de perto a inadimplência, que, segundo a instituição, permanece em níveis considerados saudáveis. Entre as estratégias em curso, destacam-se a melhoria na análise de crédito dos clientes e o trabalho conjunto com incorporadoras para diminuir o financiamento sem garantia, conhecido como pró-soluto, após a entrega das chaves.
O cenário futuro do setor imobiliário e do programa habitacional depende, em grande parte, da taxa de desemprego no país, fator que impacta diretamente a capacidade de pagamento das famílias e o equilíbrio financeiro do FGTS. Enquanto mantém o foco no planejamento vigente, a Caixa segue monitorando indicadores econômicos e não descarta ajustes técnicos, mantendo a confiança de que as metas de crescimento estabelecidas para o ano de 2026 serão atingidas.
