A Prefeitura de Campina Grande iniciou nesta segunda-feira (12) a remoção de milhares de peixes mortos que apareceram no Açude Velho, um dos principais pontos da cidade. Os peixes foram vistos boiando desde o final de semana, causando um forte mau cheiro na região e chamando atenção da comunidade local. O caso é relevante por afetar o meio ambiente e a qualidade da água, além do impacto na rotina da população da área.
O problema está relacionado a um fenômeno chamado eutrofização, que ocorre quando há excesso de nutrientes, como nitrogênio e fósforo, na água. Esse excesso favorece o crescimento acelerado de algas e micro-organismos, que ao se decompor consomem grande parte do oxigênio dissolvido na água. Isso resulta em desequilíbrio no ecossistema aquático, mudanças na cor da água, odores desagradáveis e, em muitos casos, a morte dos peixes.
A Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma) de Campina Grande destacou que essas condições aparecem com mais frequência em períodos de temperaturas altas, pouca circulação da água e baixo volume de chuvas, fenômenos típicos desta época do ano. Para buscar soluções, uma reunião com órgãos municipais foi agendada para discutir medidas emergenciais, incluindo métodos para aumentar o oxigênio na água do açude.
Essa situação requer atenção contínua para minimizar danos ambientais e preservar os recursos hídricos da cidade. A remoção dos peixes mortos é um passo inicial, e os próximos esforços envolverão ações para restaurar a qualidade da água e evitar que o problema se repita, especialmente em períodos críticos de calor e estiagem.
