A indefinição sobre o registro da candidatura de Dinho Dowsley (MDB) ao cargo de deputado estadual segue gerando expectativas sobre a composição final da Assembleia Legislativa da Paraíba. O caso, que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), envolve a validade dos votos recebidos pelo político, que disputou o pleito de 2026 mesmo sob investigação judicial. O desfecho dessa situação é aguardado por observadores políticos, dado o potencial impacto na ocupação das cadeiras parlamentares.
Para entender o cenário, é preciso considerar o conceito de candidatura sub judice, quando o candidato participa da eleição mesmo sem a situação jurídica totalmente resolvida perante a Justiça Eleitoral. O advogado especialista em Direito Eleitoral, Matheus Lima, explicou que a controvérsia reside na validação ou não dos votos de Dinho. Caso sejam validados, haveria uma retotalização do quociente eleitoral, beneficiando a primeira suplente do MDB, Larúcia Sá, que é natural de São João do Rio do Peixe.
Os dados da apuração mostram que Dinho obteve 22.611 votos, enquanto Larúcia Sá registrou 29.173 votos. Na prática, a validação da candidatura de Dinho levaria o MDB a alcançar uma votação total de 322.452 votos, garantindo a vaga de Larúcia na Assembleia em detrimento da Federação Brasil da Esperança, representada por Flávio Brasileiro (PT). O resultado final depende, portanto, da decisão dos ministros do TSE sobre o recurso em pauta.
Apesar da possibilidade de alteração, o cenário jurídico aponta para dificuldades. O advogado Matheus Lima destacou que existe um parecer do Ministério Público Eleitoral recomendando o indeferimento do registro e a anulação dos votos recebidos. A expectativa é que o tribunal julgue o recurso e defina se mantém a negativa ao registro, o que confirmaria a configuração atual da Assembleia, ou se adota um entendimento favorável que permitiria a recontagem oficial.

