A corrida pelas duas vagas ao Senado pela Paraíba nas eleições de 2026 está sendo marcada por uma disputa estratégica pela proximidade com o presidente Lula. O petista tem mantido um movimento de alianças múltiplas no estado, buscando manter boas relações com diferentes grupos políticos sem, até o momento, formalizar uma preferência única entre os nomes que compõem sua base de apoio na região.
Recentemente, o cenário ganhou novos contornos após uma série de gestos públicos. No início da semana, Lula gravou um vídeo manifestando apoio ao senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB). Poucos dias depois, o ex-governador João Azevêdo (PSB) reforçou seu alinhamento político com o presidente ao divulgar imagens ao lado dele, destacando a continuidade da relação institucional e política entre ambos.
A situação se tornou mais complexa com a crescente influência do grupo ligado ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Em um evento público realizado na última quinta-feira, Lula protagonizou uma cena de proximidade ao beijar a testa de Motta. O ato foi interpretado nos bastidores como um sinal de que o presidente pretende preservar o diálogo com essa ala política, equilibrando a balança frente aos compromissos já firmados com os outros aliados.
Esses movimentos sinalizam a tentativa do presidente de manter sua influência no processo sucessório paraibano, evitando o desgaste que um rompimento com aliados de perfis distintos poderia causar. Enquanto os diferentes campos políticos buscam consolidar seus palanques, a postura de Lula mantém a disputa aberta, demonstrando que, para o governo federal, o objetivo central é garantir a unidade de sua base no estado.
