O comércio bilateral entre Brasil e China atingiu números recordes no primeiro semestre de 2026, consolidando a parceria como a mais importante para a economia brasileira. Segundo dados do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), o Brasil exportou US$ 58,3 bilhões para o mercado chinês, enquanto as importações somaram US$ 38,5 bilhões, evidenciando uma relação comercial intensa e crescente entre as duas nações.
O desempenho positivo nas exportações foi impulsionado principalmente pelo setor de commodities, que inclui soja, petróleo, minério de ferro e carne bovina. Esses itens formam a base da pauta de vendas para o país asiático, que se manteve como o principal destino desses produtos brasileiros. A China absorveu, por exemplo, quase 70% de toda a soja exportada pelo Brasil, além de ser o maior comprador de minério de ferro e petróleo nacional no período.
Além de vender, o Brasil também aumentou suas compras de produtos chineses. Um dos destaques foi a importação de veículos eletrificados, que totalizou US$ 5,3 bilhões. Esse movimento foi acelerado pela antecipação de compras antes do início da nova tarifa de importação de 35%, aplicada a partir de julho. O setor de tecnologia e veículos consolidou a China como a principal fornecedora de bens para o mercado brasileiro, superando significativamente a participação de outros parceiros comerciais.
Esse cenário resultou em um saldo comercial positivo de US$ 19,8 bilhões para o Brasil na relação com a China, representando quase metade do superávit total brasileiro no semestre. O Rio de Janeiro destacou-se nas exportações, impulsionado pelo petróleo, enquanto estados como São Paulo, Santa Catarina e Espírito Santo lideraram o recebimento de importações. A tendência reflete o fortalecimento dos fluxos logísticos e comerciais bilaterais, que seguem em patamares históricos.

