Pela primeira vez na história, o comércio exterior brasileiro superou a marca de US$ 500 bilhões acumulados até o mês de setembro. O resultado, anunciado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), destaca o dinamismo das trocas comerciais do país e projeta um cenário positivo para o encerramento do ano, que deve atingir cifras ainda mais expressivas.
Para entender o contexto, a chamada “corrente de comércio” é a soma total de tudo o que o país exportou e importou em determinado período. Até a quarta semana de setembro, as exportações brasileiras atingiram US$ 281,3 bilhões, um patamar inédito para os primeiros nove meses do ano. As projeções oficiais indicam que o montante total para 2026 deve chegar a US$ 698,8 bilhões, com uma expectativa de superávit na casa dos US$ 90 bilhões.
O desempenho favorável é atribuído a uma maior integração do Brasil ao mercado global e à ampliação de acordos comerciais. Entre os exemplos estão as parcerias com o Mercosul, a União Europeia e Singapura, além do acordo com a EFTA, que entrou em vigor neste dia 1º de outubro. Dados mostram, por exemplo, um crescimento de 23,5% nas vendas brasileiras para a União Europeia entre maio e agosto deste ano, comparado ao mesmo período de 2025.
Mesmo diante de mudanças tarifárias impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras, o volume comercial agregado não sofreu impactos negativos significativos. Com a entrada em vigor de novos tratados e a consolidação das parcerias existentes, o cenário aponta para uma manutenção da força do Brasil no comércio internacional nos próximos meses.

