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Como devem votar os deputados da bancada Paraibana na “PEC do Estouro”

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Descubra quem é a favor e quem está contra o projeto que garante o Auxílio Brasil em 2023

Apelidada “carinhosamente” pelos economistas de “PEC do Estouro” (ou PEC da Transição) tem dado o que falar. A votação que estabelecerá o furo no teto do orçamento, garantindo ao próximo governo as condições mínimas de gestão, ainda não está decidida na Câmara dos Deputados, mesmo sendo essencial ao governo do novo presidente, dado o esvaziamento de recursos básicos de manutenção de programas Federais.

Seguindo a lógica das legendas e bancadas que apoiam o governo eleito do Presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), que deverá ser diplomado nesta segunda-feira (12), especula-se que ao menos cinco deles – Damião Feliciano, Gervásio Maia, Julian Lemos, Frei Anastácio e Wilson Santiago – devem dar aval de cara à aprovação da PEC da Transição, que vai garantir aumento real do salário mínimo e a manutenção do Auxílio Brasil de R$ 600, a partir de janeiro.

Entretanto ainda sobram pontos de interrogação neste cálculo antecipado de votos, uma vez que os deputados Aguinaldo Ribeiro, Hugo Motta e Edna devem aguardar se Progressistas e Republicanos vão liberar as bancadas. Os dois partidos apoiaram a reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Efraim Filho, coordenador da bancada e senador eleito, Ruy Carneiro e Pedro Cunha Lima também são incógnitas em relação à PEC. Devem esperar posicionamento do PSDB e do União Brasil.

O deputado federal Wellington Roberto, atual Presidente do PL na Paraíba, já se anunciou oposição ao governo do PT. Entretanto, nos bastidores, tem dito que não dá para votar contrário aos R$ 600, questão que está sob todos os holofotes da mídia.

A PEC da Transição entra na pauta da Câmara Federal esta semana. Para ser aprovada, tal qual veio do Senado, precisa de 308 votos. Há quem diga que passará sem maiores intercorrências e também quem acredite que, sem mexer nos atuais termos enviados no texto as negociações podem se arrastar de forma a comprometer até mesmo a continuidade de programas como o Auxílio Brasil.

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