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A CPI dos atos de 8 de janeiro, um tiro no pé?

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Quem realmente tem a ganhar com a instauração da CPI de investigação dos atos de 8 de Janeiro?

O que tem movimentado os bastidores políticos do país no momento é a tentativa malfadada da direita de “emplacar” uma teoria conspiracionista ao melhor estilo “tia do zap” após o vazamentos do vídeos do 8 de Janeiro.

Não se sabe ao certo se o objetivo seria alimentar as já enfraquecidas redes de apoiadores do Bolsonarismo com alguma cortina de fumaça, ou se realmente os partidários do ex-presidente acreditam na tese criada de que a esquerda, vitoriosa nas urnas, armaria um plano para culpar os derrotados de um golpe para devolver o poder ao seu líder.

Seja qual for a crença, certamente a estratégia de exigir a instalação de uma CPI dos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro abriria os livros secretos da tentativa de golpe, planejada, ao que tudo indica, nas entranhas do Palácio durante o apagar das luzes do governo Bolsonaro.

Anderson Torres, preso a mais de 100 dias tem mostrado interesse em colaborar com novas informações, pois pesam contra ele os fortes indícios de haver não só se omitido quanto aos planejamentos da segurança em Brasília, mas ter sob seu conhecimento e guarda até mesmo uma minuta pronta para o golpe que se seguiria, caso tivesse sido bem sucedido.

É de se questionar quem tem mais a ganhar e a perder com esta CPI que tem sido avidamente exigida pela direita no Congresso.

Os vídeos que mostram o general Gonlçalves Dias , do GSI, no Palácio do Planalto durante os ataques criminosos contra os Três Poderes  tem sido o argumento da direita para justificar a “súbita” sanha punitiva dos Bolsonaristas.

Será que a mesma fúria investigativa será aplicada sobre aqueles que receberiam os “louros” de um golpe bem sucedido?

O ex-Presidente Jair Messias Bolsonaro será convidado a depor? General Heleno? Ou quem sabe o filho Carlos Bolsonaro e o famoso “gabinete do ódio”?

O Palácio do Planalto e a cúpula do PT mudaram de estratégia: deixarão de pressionar pela retirada de assinaturas e vão aceitar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), no Congresso Nacional, para investigar os atos criminosos de 8 de janeiro.

Resta saber não quem tem “culpa no cartório”, as quem quem terá o maior poder de fogo para controlar a CPI do Golpe de 8 de janeiro a ser instalada no Congresso.

Os fatos falam por si, e para isto não é necessário maiores dilações probatórias, uma vez que os acampamentos dos manifestantes nunca esconderam suas motivações.

O desejo de destituir um presidente eleito democraticamente, não logrou êxito, mas poderá ser a derrocada final do grupo liderado por Bolsonaro. “Um tiro que saiu pela culatra”.

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