A possível criação da Universidade Federal do Sertão (UF Sertão) tem movimentado o cenário educacional e gerado discussões importantes sobre o futuro da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). O reitor da UFCG manifestou preocupação com o impacto que essa mudança poderia causar na estrutura e na força da instituição atual, defendendo que o tema seja amplamente debatido por toda a comunidade acadêmica antes de qualquer decisão definitiva.
O debate central gira em torno da manutenção da integridade da UFCG, que hoje possui diversos campus espalhados pelo estado. Quando se fala em desmembramento ou criação de novas universidades, o termo “comunidade acadêmica” refere-se ao conjunto de professores, servidores técnico-administrativos e estudantes que constroem a rotina e as políticas da universidade. O reitor enfatiza que essas pessoas precisam participar ativamente das negociações para garantir que a qualidade do ensino não seja comprometida.
Além das questões administrativas, a criação de uma nova universidade federal envolve planejamento de recursos, divisão de verbas e manutenção de campi já consolidados. O receio é que, com uma eventual divisão, a instituição que atualmente atende a diversas cidades perca protagonismo ou capacidade de investimento em áreas estratégicas para a região do Sertão paraibano.
O desdobramento desse cenário aponta para uma fase de consultas públicas e reuniões deliberativas dentro da universidade. O objetivo é buscar um consenso que respeite a história da UFCG e, ao mesmo tempo, analise se a nova estrutura da UF Sertão trará, de fato, mais benefícios para o desenvolvimento educacional e social da Paraíba a longo prazo.
