Os cursos de medicina no Brasil enfrentam um quadro preocupante de qualidade em declínio, segundo avaliação do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), divulgado pelo Ministério da Educação. Na Paraíba, apenas as universidades federais obtiveram notas satisfatórias, enquanto várias instituições privadas ficaram abaixo do esperado, revelando a necessidade de melhorias na infraestrutura e no ensino da área médica no estado.
O presidente do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), Bruno Leandro, destacou que mais de 300 instituições foram avaliadas em todo o país, e uma parcela significativa obteve notas baixas, indicando ensino insatisfatório. Ele também ressaltou que, dos médicos avaliados, cerca de 13 mil foram considerados com formação insuficiente, o que representa um sério risco para a qualidade do atendimento à população.
Além dos resultados do Enamed, a Paraíba apresentou um cenário em que quatro faculdades particulares receberam nota 2, podendo enfrentar sanções devido à baixa qualidade. Já as universidades federais da Paraíba, como a UFPB e a UFCG, receberam conceito 4, mostrando desempenho melhor em comparação às instituições privadas. No total, 107 cursos de medicina em todo o Brasil receberam notas que implicam em sanções pelo MEC.
Para enfrentar esse desafio, o presidente do CRM-PB defende a aprovação de um projeto de lei que exige uma prova de proficiência para que médicos recém-formados possam se registrar nos conselhos regionais e exercer a profissão. A medida, ainda em tramitação no Senado, busca garantir que somente profissionais preparados técnica e eticamente atendam à população, reforçando a importância de manter padrões elevados na formação médica em todo o país.
