O recente debate entre candidatos ao Senado pela Paraíba, realizado pelo Sistema Diário de Comunicação, foi marcado por momentos de tensão e troca de críticas diretas. O embate principal ocorreu entre André Gadelha (MDB) e João Azevêdo (PSB), que divergiu sobre o foco do encontro ao questionar o apoio político a Nabor Wanderley e levantar denúncias variadas.
Durante o confronto, André Gadelha questionou João Azevêdo sobre o pedido de votos ao lado de Nabor Wanderley, associando a gestão pública a supostos problemas administrativos. O candidato do MDB citou nominalmente investigações e questionamentos envolvendo órgãos e programas estaduais, como o Tá na Mesa, o Opera Paraíba, a Cagepa e a instituição Padre Zé, argumentando que a corrupção afetaria diretamente serviços essenciais como saúde e segurança.
Em sua defesa, João Azevêdo classificou as perguntas como oportunismo político e afirmou que o tempo reduzido de resposta, de 30 segundos, inviabilizaria esclarecimentos detalhados sobre temas complexos. O ex-governador defendeu os resultados de programas sociais, destacando que o Opera Paraíba já teria beneficiado mais de 300 mil cidadãos, e reiterou que o espaço deveria ser prioritariamente dedicado à apresentação de propostas para o Senado.
O debate terminou com o ex-governador criticando o que chamou de excesso de difamações e notícias falsas, defendendo a discussão sobre geração de emprego, renda e apoio aos municípios. Os candidatos seguiram com perspectivas distintas sobre o uso do tempo de televisão, reforçando o cenário de disputa eleitoral que marca o atual período de campanha no estado.
