A dívida mundial atingiu a marca de 365 trilhões de dólares no primeiro semestre de 2026, conforme dados revelados pelo Instituto de Finanças Internacionais (IIF). O montante representa um aumento de 10 trilhões de dólares em apenas seis meses, levantando debates sobre a sustentabilidade das finanças globais e os reflexos nas economias de diferentes nações.
Grande parte desse crescimento foi impulsionada pelos chamados mercados emergentes, que registraram um aumento de 6,5 trilhões de dólares em suas dívidas, ultrapassando o patamar de 110 trilhões de dólares, com um peso relevante da China no cenário. Para entender o conceito, a dívida de um país é, de forma simples, o montante que governos e empresas pedem emprestado para financiar suas atividades quando a arrecadação não é suficiente.
Embora o valor total da dívida tenha subido, o indicador que mede a proporção dessa dívida em relação ao PIB mundial — que representa toda a riqueza produzida no mundo — caiu para cerca de 310%. Contudo, o IIF explica que essa redução não ocorre necessariamente por uma economia mais saudável, mas sim porque a inflação aumentou os valores nominais do PIB, dando uma falsa sensação de alívio fiscal.
O cenário é preocupante também pelo lado dos juros, já que os países do G7 enfrentam os maiores custos de financiamento desde 2008. O gasto anual apenas com o pagamento de juros de títulos públicos por nações avançadas somou 3,5 trilhões de dólares, superando os investimentos mundiais em setores estratégicos como inteligência artificial, defesa e energia.

