A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) atingiu 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em julho, somando um total de R$ 10,9 trilhões. Os dados, divulgados pelo Banco Central na última segunda-feira (31), mostram que o endividamento do setor público segue uma trajetória de alta, alcançando o maior nível registrado desde abril de 2021.
Para compreender o cenário, a Dívida Bruta engloba os compromissos financeiros do governo federal, do INSS e de estados e municípios. Em comparação ao mês anterior, junho, quando o índice estava em 81,9%, houve um crescimento consistente. Vale notar que, ao final do ano passado, esse percentual era de 78,6%, evidenciando a evolução da dívida ao longo dos meses recentes.
O principal motor desse aumento é o custo elevado com juros nominais, que superou a marca de R$ 1 trilhão em doze meses, representando 8,67% do PIB. Esse valor é significativamente superior ao observado no mesmo período do ano passado, quando o custo totalizava R$ 941,2 bilhões. O cenário atual é comparado apenas aos picos registrados durante o período da pandemia, entre 2020 e 2021, quando o governo precisou ampliar gastos extraordinários.
Apesar da pressão sobre as contas, o Banco Central observou que houve uma melhora nas operações de câmbio em julho. O desafio de controlar o endividamento continua a ser monitorado pelo mercado, uma vez que o pagamento dos juros sobre a dívida acumula valores recordes, impactando diretamente as estatísticas fiscais mensais do país.

