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Eduardo Bolsonaro compara professores a traficantes

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Eduardo Bolsonaro (PL-SP)causou polêmica novamente em evento ao comparar professores com traficantes. A polícia federal irá analisar se as afirmações podem ser enquadradas como criminosas por parte do político.

Ao que parece a capacidade do Clã Bolsonaro de inovar sobre como ofender variadas classes da população sempre surpreende.

Desta vez o deputado federal Eduardo Bolsonato (PL-SP) afirmou, em discurso durante evento pró-armas no DF, que “não tem diferença de um professor doutrinador para um traficante que tenta sequestrar e levar os nossos filhos para o mundo do crime“.

A Polícia Federal (PF) vai analisar possíveis crimes em um discurso do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que comparou professores a traficantes ao participar de um evento pró-armas no Distrito Federal.

Segundo seu discurso “inflamado” e extremamente aplaudido pela extrema direita presente na ocasião “O certo começa pela nossa família. Se nós, por exemplo, tivermos uma geração em que os pais prestem a atenção na educação dos filhos, tirem um tempo para ver o que eles estão aprendendo nas escolas, não vai ter espaço para professor doutrinador sequestrar as nossas crianças”, disse o deputado.

Para o Eduardo, não há diferença entre um professor e um traficante, pasmem.

Ele vai além e diz que os responsáveis pela destruição da família são os professores.

Não tem diferença de um professor doutrinador para um traficante que tenta sequestrar e levar os nossos filhos para o mundo do crime. Talvez até o professor doutrinador seja ainda pior, porque ele vai causar discórdia dentro da sua casa, enxergando a opressão em todo o tipo de relação. Fala que o pai oprime a mãe, a mãe oprime o filho e aquela instituição chamada família tem que ser destruída”, acrescentou.

Após a viralização da fala nas redes sociais, o Ministério da Justiça pediu que a Polícia Federal (PF) faça uma análise do discurso durante esse evento em Brasília.

De acordo com a pasta, o objetivo é identificar indícios de eventuais crimes, como incitações ou apologias a atos criminosos.

O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) disse que vai entrar com uma representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra Eduardo Bolsonaro.

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