O candidato do PSD ao governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, destacou em uma sabatina recente que sua proposta para a segurança pública prioriza a neutralidade política. Segundo o candidato, o setor deve ser tratado como uma função de Estado, evitando que decisões sobre comandos policiais e secretarias sejam pautadas por interesses partidários, o que marca o início de uma discussão sobre possíveis mudanças na gestão estadual.
Para colocar esse plano em prática, Paes propõe uma reformulação administrativa com a criação de uma secretaria única que centralize a gestão da segurança. Nessa estrutura, a Polícia Militar e a Polícia Civil ficariam subordinadas a uma pasta comum, embora o candidato garanta que cada força manteria sua autonomia orçamentária. O projeto também avalia a inclusão do sistema prisional sob o mesmo comando administrativo.
Além das mudanças estruturais, o plano de governo aborda o combate ao crime organizado em áreas dominadas pelo tráfico ou milícias. A estratégia apresentada pelo candidato foca em três eixos principais: o uso de inteligência policial, o bloqueio das fontes de financiamento das facções criminosas e a ocupação permanente desses territórios pelo Estado após o fim das operações policiais.
O objetivo final, segundo o candidato, é garantir que a presença do poder público seja mantida nessas regiões após as intervenções de segurança. O cenário de propostas indica que o debate sobre como reestruturar o policiamento e o sistema prisional fluminense deve continuar sendo um ponto central na corrida eleitoral, à medida que a população aguarda soluções para o combate à criminalidade.

