A endometriose é uma condição que afeta cerca de 10% da população feminina e que, frequentemente, demora anos para ser identificada. Em entrevista recente, o ginecologista e especialista em reprodução humana, Guilherme Carvalho, destacou que o diagnóstico no Brasil pode levar de 7 a 10 anos, reforçando a importância de estar atento aos sinais do corpo para evitar complicações a longo prazo.
Sintomas como cólicas menstruais intensas, dores na região pélvica e desconforto durante as relações sexuais são os principais alertas. O médico ressalta que exames de rotina, como o ultrassom comum, muitas vezes não detectam a doença, sendo necessários procedimentos mais específicos, como a ressonância magnética ou a ultrassonografia com preparo intestinal, para um diagnóstico preciso.
Embora a condição esteja ligada a desafios reprodutivos, o especialista esclarece que nem toda mulher com o diagnóstico é infértil. Dados indicam que, entre as mulheres com dificuldades para engravidar, de 30% a 50% possuem endometriose. Além disso, a infertilidade atinge 17% dos casais brasileiros, sendo influenciada por fatores como estresse, sedentarismo, má alimentação e o adiamento da maternidade, além de causas de origem masculina em 35% dos casos.
O controle da endometriose envolve uma abordagem que vai além da medicação, priorizando a mudança no estilo de vida, o controle do peso e a prática regular de atividades físicas. A conscientização sobre o tema é essencial, assim como a ampliação do acesso a tratamentos e políticas públicas voltadas ao suporte de casais que enfrentam dificuldades para ter filhos.
