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Energia Eólica: o novo “ouro” da Paraíba

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Protocolo de intenções com empresa dinamarquesa que pretende instalar mais R$ 1 bilhão de investimentos em energia eólica

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), o Brasil tem um potencial de geração estimado em cerca de 500 gigawatts (GM), o suficiente para atender o triplo da demanda atual de energia do país. Este número é mais de três vezes superior à produção de energia elétrica provinda de outras fontes, como a hidrelétrica, biomassa, gás natural, óleo, carvão e nuclear. A energia gerada com a força dos ventos ocupa o quarto lugar na matriz de energia elétrica nacional.

O Estado da Paraíba, em especial, se destaca no potencial de energia eólica, com capacidade estimada para instalação em solo (onshore), que é de 10,2 GW em locais com velocidade média superior a 7,5 m/s. Atualmente conta com 21 parques eólicos em operação que totalizam uma capacidade instalada de 337,38 MW; nove parques em construção com uma capacidade total de 266,87 MW, e mais 14 outorgados que totalizam 589,14 MW. O Estado possui 1,10 GW de capacidade instalada para geração de energia elétrica: 43,5% em energia renovável e 56,5% não renovável. Com a conclusão das obras em andamento e as previstas, a capacidade total atingirá de cerca de 3,06 GW, e matriz de energia elétrica passará a ser 79,5% renovável e 20,4% não renovável. 

A oferta de energia elétrica atrai indústria e empregos e promove o desenvolvimento, propiciando à população melhores condições para que se fixe às suas origens. Por outro lado, crises de escassez de energia podem trazer desequilíbrios, que se refletirão ao longo de anos na economia de um país. Esta lição recorrente, que afeta também a vida dos brasileiros, evidencia a necessidade contínua de expansão da capacidade de geração de energia elétrica.

A indústria da geração de energia elétrica a partir da força dos ventos é a que mais tem se expandido nas últimas décadas, entre aquelas aptas à escala de gigawatts. Muitos países vêm investindo intensamente nesta opção, num esforço conjunto da comunidade global rumo ao crescimento sustentável: o aproveitamento da energia dos ventos não emite poluentes e tem baixo nível de ruído, além de coexistir com áreas agrícolas, gerando empregos qualificados na fabricação, instalação e operação dos aerogeradores e adensando o conteúdo tecnológico da economia.

A energia eólica, por não ser vinculada a combustíveis fósseis, é invulnerável a flutuações de preços de commodities, o que a torna um recurso agregador de segurança energética. Importante notar ainda que o Brasil, cujo potencial de expansão hidráulica caminha para o esgotamento, necessita diversificar sua matriz energética, preferencialmente com outras fontes renováveis de energia.

Neste contexto, a energia eólica tem se apresentado nos últimos anos como a mais promissora e consistente fonte energética a agregar capacidade instalada ao Sistema Interligado Nacional.

A Paraíba tem sido vista como uma verdadeira “mina de ouro” para as empresas do mercado gerador de energias renováveis e o governo do estado tem investido de maneira inteligente neste filão de mercado. O governador João Azevêdo assinou, nesta quinta-feira (24), no Palácio da Redenção, em João Pessoa, o protocolo de intenções com a empresa dinamarquesa de energia eólica Vestas, que desenvolve projeto para instalação de parques eólicos nos municípios de Araruna, Cacimba de Dentro, Riachão, Cuité e Damião. O empreendimento, denominado de projeto Fragata, irá gerar um investimento inicial de R$ 1 bilhão e a criação de 600 empregos diretos e indiretos durante o período de construção.

Os parques eólicos terão uma potência instalada de 252 MW de energia elétrica gerada a partir dos ventos para o mercado nacional e capaz de abastecer o consumo de mais de 125 mil famílias. 

O head de desenvolvimento no Brasil da Empresa Vestas Desenvolvimento SA, Jessé Bortoli, elencou os fatores predominantes para instalação do parque eólico na Paraíba. “A região tem um grande potencial de recurso eólico, determinante para que a Vestas realizasse esse investimento no desenvolvimento, somadas à infraestrutura logística e à mão-de-obra qualificada local disponível para atuar no projeto”, comentou. 

O sócio-diretor de Engenharia na Renobrax Energias Renováveis, Stevan RuSchel, destacou os aspectos social e econômico do projeto de energia limpa. “Esse é um empreendimento que permite a geração de renda direta e indireta, levando um grande benefício para a população local com o aumento no índice de participação dos municípios, o que aumenta a produção de riqueza e a distribuição de renda e vamos trabalhar para colocar o projeto em operação o quanto antes”, falou.  

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