O Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada orientou as empresas associadas a adiarem a assinatura de acordos coletivos sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. A recomendação foi emitida após a aprovação da Emenda Constitucional que altera as regras trabalhistas no país, gerando expectativas e debates sobre como o setor de infraestrutura deverá se adaptar às novas normas.
Em um comunicado publicado recentemente, a entidade sugeriu que as companhias esperem a publicação de uma regulamentação complementar e novas diretrizes antes de iniciar qualquer negociação com os sindicatos dos trabalhadores. O objetivo principal dessa pausa preventiva é assegurar a segurança jurídica necessária, além de manter a uniformidade nas negociações e analisar detalhadamente todos os impactos operacionais e financeiros.
A expectativa do setor é que novas regras e esclarecimentos complementares sejam divulgados em breve, permitindo que as empresas compreendam melhor o cenário antes de assumirem compromissos formais. A construção pesada possui características específicas de operação e turnos que exigem uma avaliação cuidadosa sobre a reorganização das equipes e dos horários de trabalho.
A mudança na legislação estabelece a redução gradual da carga horária máxima semanal para até 40 horas e a garantia de dois dias de descanso remunerado, sem redução nos salários. Enquanto a regulamentação completa não é oficializada pelo governo, o setor segue em observação para alinhar as futuras diretrizes com os sindicatos laborais.
