As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram uma série de ataques contra o Irã nesta terça-feira, 7. A ofensiva ocorre como resposta a investidas iranianas contra três navios comerciais, incluindo uma embarcação do Catar que transportava gás natural, no Estreito de Ormuz. O governo americano classificou a ação como uma violação grave do cessar-fogo e uma ameaça à navegação internacional, o que gerou incertezas sobre a estabilidade do acordo de paz firmado entre as duas nações em junho.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de energia. Segundo o Comando Central dos EUA e o Joint Maritime Information Center, as explosões atingiram navios que circulavam por um corredor protegido pela Marinha americana. A situação foi considerada tão grave que uma coalizão naval liderada pelos Estados Unidos elevou o alerta de segurança na região para o nível “severo”, indicando uma alta probabilidade de novos incidentes hostis.
Além da ação militar, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou o retorno imediato de sanções econômicas severas ao setor petrolífero iraniano. A “Licença Geral X”, que suspendia restrições à comercialização de petróleo e derivados, foi cancelada e substituída pela “Licença Geral X1”. Empresas que possuíam contratos autorizados anteriormente têm um prazo curto, até o dia 17 de julho, para encerrar suas operações comerciais envolvendo produtos iranianos.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã repudiou os ataques americanos e classificou as medidas como uma violação do memorando de entendimento vigente. Em comunicado, o governo iraniano alertou que adotará “medidas decisivas” para garantir a proteção de seus interesses e segurança nacional. Enquanto o Catar, que atua como mediador, apela pela interrupção das hostilidades, o cenário geopolítico permanece tenso com o futuro do acordo de paz em risco e o mercado global de energia em alerta.

